Deixei um post só para as fotos desse passeio de barco que fiz da cidade de Como até Ballagio... dia de luz, festa de sol e o barquinho a deslizar... pelas verdes águas do imenso lago. Enquanto isso minha mente vagava pelos portos aonde o destino me levou... no silêncio, o barco singrava aquela imensidão... momento para uma prece de corpo e alma. Agradecimento a todos e a Deus. Passamos por pequenas cidades, uma ilha que funciona como um balneário (Isola Comacina), villas, mas nada de acontecer o milagre que desejei...ver George Clooney... mas vi muita, muita beleza, tanta que não cabia nas vistas e nem na alma... foi um dia quase perfeito!
Blog destinado a compartilhar minhas viagens pela Italia, desde 2009. Já foram 9 e, em breve, a décima. Todas as fotos são do acervo pessoal. Vou atualizar com novas postagens
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domingo, 10 de julho de 2011
Como – a cidade à beira do lago.
Eu queria passear por diferentes regiões, mas sem aquele desespero do turista que quer tirar uma foto em cada monumento. Então visitei o blog www.interata.squarespace.com, para ver dicas sobre alguma cidade interessante no Norte. A melhor foi a seguinte: os turistas costumam ficar em Milão e fazer um passeio de um dia na região do Lago de Como(40 min de trem). Faça diferente: hospede-se numa das cidades à beira do lago e vá passear um dia em Milão. Acerto maior não poderia existir. São muitas cidadezinhas e cada uma mais bela. Gostei das fotos que ele fez e da descrição sobre a cidade que dá nome ao lago – Como (www.interata.squarespace.com/jornal-de-viagem/2006/11/29/lago-de-como-a-40-minutos-de-milo.html), onde decidi pousar minhas asas de andorinha cansada. Fica na parte de cima da “bota”, já quase fronteira com a Suíça, entre os Alpes e o vale do rio Pó. Ouve-se pouco a língua italiana e é diferente de tudo o que vem à nossa mente quando imaginamos a Itália.
Pelo que eu li, achava que era uma cidade bem pequena, mas decidi um dia sair andando sem rumo e cheguei a uma zona residencial onde foi difícil achar o caminho de volta!
Com o clima um pouco mais ameno, enche-se de turistas dos países vizinhos e notei por lá algo inusitado: muitos casais em lua-de-mel, geralmente acompanhados de um cachorro e muitas famílias jovens com vários filhos pequenos e uma quantidade maior ainda de cachorros, o que pressupõe que a cada ano eles retornam para renovarem as juras de amor... e fazem outro filho. É um povo que aprecia a arte da procriação e de criar cachorros.
A cidade parece bem pacata, o oposto de Milão. O meio de transporte que predomina é a bicicleta, usada democraticamente por crianças, idosos, pessoas elegantes se dirigindo ao trabalho e turistas passeando.
Assim que cheguei descobri uma pracinha chamada Alessandro Volta, com sorveteria e restaurantes agradáveis.
Os passeios imperdíveis são de barco para Bellagio e de funicular para Brunate, uma Villa no topo da montanha, que se alcança através numa subida que eu chamaria de desafiadora aos nervos de quem tem medo de altura – não é o meu caso, então aproveitei ao máximo a vista belíssima do lago.
Melhor que palavras – imagens. Ei-las!sábado, 2 de julho de 2011
Costa Amalfitana: Sorrento, Capri e Amalfi
Há tempos tive um sonho, em que eu estava numa casa encravada numa montanha, olhando o mar... Alguém me sugeriu ir à Itália – a voz de um anjo. Na programação da primeira viagem, inclui a Costa ou Costiera Amalfitana, que é uma estrada em volta das montanhas da região chamada Campania, considerada Patrimônio Mundial da Humanidade. A estrada é uma série de curvas sinuosas, que em muitos trechos só permite a passagem de um carro – mas é de mão dupla. Então, um dos dois encosta no paredão da montanha e o outro passa, beirando o abismo. É pura e genuína “emozione”!
Cheguei à região por Sorrento, cidade do Golfo de Nápolis conhecida dos meus ouvidos pela famosa “Torna a Surrento”. Era um fim de tarde depois da visita Pompéia e meus pés ferviam sob os sapatos desejando água fresca para se banharem. Encontrei o paraíso num dos hotéis mais agradáveis que já me hospedei, o Grand Hotel Vesuvio (www.vesuviosorrento.com). O cheiro refrescante de limão siciliano estava no sabonete e no aroma dos quartos. Depois de um demorado banho onde lavei minha alma, também ficou nela. Após o jantar, música ao piano no terraço com vistas para o Vesúvio, vinho, conversa agradabilíssima com os amigos americanos Richard e Elaine.
No dia seguinte, passeio pela cidade e visita à Ilha de Capri, que dista cerca de meia hora de barco, a partir de Sorrento. No verão a chegada ao porto é caótica. De lá, direto para o barquinho que leva à grande atração que se transforma no mico do turista deslumbrado: o passeio para a Grotta Azurra. O barco pequeno é um transtorno para quem enjoa (ainda bem que não foi o meu caso), não tem banheiro e nem cobertura. Uma família muçulmana, cuja mulher e crianças viajavam com roupas que cobriam todo o corpo sofreu horrores. Forma-se uma fila de barcos de todos os tamanhos na altura da gruta e a espera é de no mínimo duas horas. O ingresso na Gruta Azul é feito através de um pequeno bote, que cabe apenas 3 pessoas e têm que passar deitadas, pois é muito estreito e só é permitido na maré baixa. Pessoas com dificuldade de locomoção e claustrofobia não devem arriscar. Uma vez lá dentro, é possível esquecer todos os transtornos e se maravilhar com a natureza – a água possui um tom de azul e uma luminosidade que não se comparam a nada mais. É uma das visões mais impressionantes de toda a vida. Pena que o tempo permitido é de apenas 3 minutos. A gruta possui uma acústica perfeita e não raro tenores se arriscam em algumas notas... Pessoa estava certo – tudo vale a pena se a alma não é pequena!
De volta a Capri, passeio pelas ruas e visita a Anacapri. Mais estradas sinuosas, montanhas e deslumbres para as vistas. A cidade é um charme e tem perfume de limão. Retorna-se com uma bagagem de imagens para alimentar a alma.
Saindo de Sorrento, segui para Amalfi em ótima companhia. Lá estava a cidade com a paisagem dos meus sonhos. Aliás, quase todas as cidades da Costa sobem as montanhas de paredão rochoso e demonstram que tudo é possível. Amalfi é bela. Aceitei um convite para conhecer Ravello e Positano, numa passeggiata de carro, à noite, pela perigosa Costiera. Desculpem, mas não deu pra tirar fotos...
No último dia da primeira viagem à Italia, decidi que eu era gente e merecia fazer nada na praia um dia inteirinho. Descobri que o hotel (Grand Hotel Excelsior - www.excelsior-hotel.it) tinha acesso a uma praia particular. Peguei o ônibus privado e desci no local de acesso, ainda no alto de uma rocha. Tomei um elevador que desce por dentro da rocha, por um tempo que desafiou minha claustrofobia, mas eu visualizava minha imagem de praia para tudo recompensar: água + areia + coqueiro). Na chegada, precisei rever meus conceitos. A praia era água + pedras, então abri um sorriso, relaxei e vivi uma despedida maravilhosa das férias.
domingo, 26 de junho de 2011
Lucca - a pérola da Toscana
Numa distância de 20 minutos de trem, a partir de Pisa, está a cidade murada mais encantadora da da Toscana. Possui ares de interior, com suas ruazinhas estreitas, praças onde seus habitantes se encontram para comentar as notícias do dia, restaurantes intimistas com vinhos produzidos na região, tem o dom de nos fazer sentir na varanda de casa. Tem a vantagem de ser percorrida a pé, sem que ao fim do dia estejamos acabados. Sobre seus muros largos, pode-se fazer passeios de bicicleta, caminhadas, corridas, pequeniques, tudo sob as árvores que refrescam o sol abrasante do verão.
Além de seus encantos mil, tem a honra de ser a terra natal de Puccini e abrigar o único festival de música permanente no mundo, com apresentações diárias na Basílica de San Giovanni, ao preço de 17 Euros, das 18:00 às 19:15. Essa é sem dúvida a experiência mais autêntica para se viver na Italia. Os concertos são emocionantes e revelam artistas para o mundo. Para saber mais: http://www.puccinielasualucca.com/.
No verão, ocorre também o famoso Lucca Summer Festival, que recebe artistas internacionais para shows na Piazza Napoleone - uma praça oval, que fecha o acesso para algumas ruas e se enfeita de cadeiras, turistas e italianos de toda a parte para festejarem a estação onde a vida pulsa mais forte. Ano passado assisti ao show de Simply Red. Este ano cantarão Zucchero, Elton John, Joe Cocker, B.B. King, Amy Winehouse, Ben Harper, Liza Minnelli e James Blunt, entre outros.
Como dica de hospedagem, sugiro um hotel charmoso e sofisticado na simplicidade, abrigado numa caasa de apenas 7 quartos, na Via Finllungo, chamado Palazzo Busdraghi: http://www.apalazzobusdraghi.it/.
Lucca é uma cidade que nos convida a lembrar da vida simples, das coisas que nos fazem felizes, dos amigos e do prazer de existir. Os sites de turismo costumam dar a dica de um passeio de um dia, mas todos saem de lá querendo voltar!
Além de seus encantos mil, tem a honra de ser a terra natal de Puccini e abrigar o único festival de música permanente no mundo, com apresentações diárias na Basílica de San Giovanni, ao preço de 17 Euros, das 18:00 às 19:15. Essa é sem dúvida a experiência mais autêntica para se viver na Italia. Os concertos são emocionantes e revelam artistas para o mundo. Para saber mais: http://www.puccinielasualucca.com/.
No verão, ocorre também o famoso Lucca Summer Festival, que recebe artistas internacionais para shows na Piazza Napoleone - uma praça oval, que fecha o acesso para algumas ruas e se enfeita de cadeiras, turistas e italianos de toda a parte para festejarem a estação onde a vida pulsa mais forte. Ano passado assisti ao show de Simply Red. Este ano cantarão Zucchero, Elton John, Joe Cocker, B.B. King, Amy Winehouse, Ben Harper, Liza Minnelli e James Blunt, entre outros.
Como dica de hospedagem, sugiro um hotel charmoso e sofisticado na simplicidade, abrigado numa caasa de apenas 7 quartos, na Via Finllungo, chamado Palazzo Busdraghi: http://www.apalazzobusdraghi.it/.
Lucca é uma cidade que nos convida a lembrar da vida simples, das coisas que nos fazem felizes, dos amigos e do prazer de existir. Os sites de turismo costumam dar a dica de um passeio de um dia, mas todos saem de lá querendo voltar!
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Pisa – um caso de amor...
Pisa é uma província da região Toscana da Italia, que já foi na Idade Média uma importante república marítima do Mediterrâneo, com um porto de localização estratégica para o transporte de mercadorias na Europa. A cidade é conhecida por abrigar a famosa Torre Pendente ou Campanário, na praça chamada Campo dei Miracoli, juntamente com um conjunto arquitetônico (Catedral ou Duomo, Batisterio e Cemitério ou Camposanto) de cair o queixo dos milhares de turistas que ali chegam para ver um dos mais fortes símbolos da Italia.
Numa tarde quente de verão, é muito agradável deitar na calçada fresquinha de mármore branco do Duomo ou nos gramados do complexo e ficar a observar, em silêncio, aquela imensidão de mármore sob o azul do céu, o milagre da torre que não cai, apesar da inclinação que chega a quase 4 metros, os caminhos que conduziram até ali... Ao redor, o som de diversos idiomas e todos com o mesmo espanto. Mas esta é uma Babel que desperta o sentimento de paz!
Os 296 degraus da Torre precisam de coragem e saúde para enfrentá-los. A subida, proibida para crianças abaixo de 8 anos, é por uma escadaria estreita de degraus altos, em caracol. A chegada ao topo tem sabor de vitória! No alto, a bandeira vermelha tremulando, o sino e uma vista impressionante da cidade. Caso pretenda subir, chegue cedo para comprar o ingresso. Sobem 30 pessoas a cada meia hora, numa visita guiada e a fila é grande. Lá custa 15 Euros, mas pode ser comprado pela internet, por 17. Com mais 2 Euros, visita-se a Catedral, que abriga os restos mortais de San Ranieri , o púlpito de Giovanni Pisano, quadros enormes e muito bonitos, além da famosa Lâmpada de Galileu, assim chamada por se acreditar que seus estudos sobre o pêndulo foram desenvolvidos a partir da observação deste lustre e suas lâmpadas. Informações sobre ingressos no site http://www.opapisa.it/it/home-page.html
Mas Pisa é muito mais. Uma cidade antiga e nova, cortada pelo rio Arno, com pontes, ruas de compras (Corso Italia e Borgo Stretto), restaurantes, monumentos, praças, com destaque para a Piazza dei Cavalieri. Tem muita gente jovem circulando, porque abriga uma importante universidade.
Com a minha curiosidade, quis ver o mar. Após informações, fui ao Sunset Café, na Marina de Pisa, há uns 10 km da cidade. Um barzinho à beira mar cheio de gente bonita, que espalha esteiras e almofadas sob a areia e acende velas para os freqüentadores apreciarem o pôr-do-sol, ao som de boa música e bebida. Detalhe, paga-se pela bebida, mas a comida (petiscos, frutas e massa) é de graça!
A cidade é acolhedora, o povo é agradável, os preços são os mais baratos da região e a estação de trem leva a muitas cidades importantes. Ou seja, para mim, o melhor lugar para deixar as malas e partir para pequenas aventuras com uma mochila nas costas.
Bem, nem todos os detalhes precisam ser falados. ;)
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